O Brasil e a segunda década do século XXI

Vitórias e possíveis avanços na luta de classes internacional

A crise de 2007 foi efeito de uma vitória da periferia capitalista contra o centro do sistema.  Desta vez, os trabalhadores do BRIC conseguiram impedir a prática tradicional dos países centrais que consiste em exportar a crise, jogando sobre os periféricos os maiores ônus das crises sistêmicas.

Tal vitória não atinge diretamente a lógica da acumulação capitalista, mas paralisa corolários importantes. Logo, lança dúvidas sobre a solidez ideológica dominante. O recurso ao Estado, por exemplo, desmoralizou o formato neoliberal da ofensiva capitalista posterior ao final dos anos dourados do pós-guerra.  Foi abalada também seriamente a hegemonia estadunidense, reduzida no rumo a uma mera supremacia militar.

O Brasil dos governos Lula e o arco de governos esquerdistas e centro-esquerdistas populares da América Latina atual cumpriram um papel importante de exemplo efetivo de viabilidade de diminuição das desigualdades com pluralismo político-partidário.

A tarefa agora é generalizar mundialmente o modelo, com a dificuldade adicional da contra-contra-ofensiva dos centros capitalistas dominantes.

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