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	<description>OFICINAS TEMÁTICAS</description>
	<pubDate>Wed, 03 Mar 2010 16:15:42 +0000</pubDate>
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		<title>Novidades 2010</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Mar 2010 15:58:23 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Volume 8]]></category>

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		<description><![CDATA[
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			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption alignleft" style="width: 480px"><a href="http://offwar.com.br/novo/wp-content/uploads/2010/03/walter.jpg"><img class=" " style="margin: 0px; border: 0px;" title="NOVIDADES 2010" src="http://offwar.com.br/novo/wp-content/uploads/2010/03/walter.jpg" alt="AULAS PARTICULARES" width="470" height="530" /></a><p class="wp-caption-text">AULAS PARTICULARES</p></div>
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		<title>2012, O FILME. UMA ALEGORIA DA CRISE</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 03:12:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Volume 8]]></category>

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		<description><![CDATA[A ciência política tem claro que as tragédias atribuíveis à natureza tem a característica de oportunizar unanimidades partidárias, já que situação e oposição podem eximir-se da responsabilidade do desastre. É aproximadamente este o argumento subjacente ao filme “2012”, lançado agora na primavera do hemisfério sul. Mesmo com um sutil elogio da subversão tibetana, o filme [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial, Times New Roman; font-size: small;">A ciência política tem claro que as tragédias atribuíveis à natureza tem a característica de oportunizar unanimidades partidárias, já que situação e oposição podem eximir-se da responsabilidade do desastre. É aproximadamente este o argumento subjacente ao filme “2012”, lançado agora na primavera do hemisfério sul. Mesmo com um sutil elogio da subversão tibetana, o filme consegue unir melhor a China e os Estados Unidos do que o interesse comum de ambos pelas grandes reservas de dólares do governo comunista-burocrático chinês.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 72pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial, Times New Roman; font-size: small;">O desejo de atingir o Brasil potência-emergente foi simbolizado na quebra do Cristo Redentor. O que, somado ao esmagamento do governo italiano pela queda da Basílica de São Pedro, talvez indique certo anti-catalocismo do diretor. Progressismo não, pois a atual premiê alemã conservadora foi referida elogiosamente em duas oportunidades.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 72pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial, Times New Roman; font-size: small;">A salvação na África, posta como destino para as arcas ocidentais, são menos uma referência ao berço darwinista da humanidade do que uma afirmação da corrida desesperada entre os países industrializados e emergentes pelos recursos naturais<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>do continente negro, em um contexto de finitude próxima do meio ambiente, dada a exploração máxima levada a cabo pela acumulação irracional capitalista.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 72pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial, Times New Roman; font-size: small;">Walter Benjamim já teorizou que, na falta ou na impossibilidade política da enunciação do conceito, põe-se a alegoria. O naufrágio do neoliberalismo, sacudido pelos vulcões de mobilização popular da América Latina, fez com que a grande crise capitalista de 2008 acabasse, pois, transfigurada no cine-catástrofe de “2012”.</span></p>
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		<title>O Brasil e a segunda década do século XXI</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 03:10:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Volume 8]]></category>

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		<description><![CDATA[Vitórias e possíveis avanços na luta de classes internacional
A crise de 2007 foi efeito de uma vitória da periferia capitalista contra o centro do sistema.  Desta vez, os trabalhadores do BRIC conseguiram impedir a prática tradicional dos países centrais que consiste em exportar a crise, jogando sobre os periféricos os maiores ônus das crises sistêmicas.
Tal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt 141.6pt;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">Vitórias e possíveis avanços na luta de classes internacional</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 70.9pt; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">A crise de 2007 foi efeito de uma vitória da periferia capitalista contra o centro do sistema.<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>Desta vez, os trabalhadores do BRIC conseguiram impedir a prática tradicional dos países centrais que consiste em exportar a crise, jogando sobre os periféricos os maiores ônus das crises sistêmicas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 70.9pt; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">Tal vitória não atinge diretamente a lógica da acumulação capitalista, mas paralisa corolários importantes. Logo, lança dúvidas sobre a solidez ideológica dominante. O recurso ao Estado, por exemplo, desmoralizou o formato neoliberal da ofensiva capitalista posterior ao final dos anos dourados do pós-guerra.<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>Foi abalada também seriamente a hegemonia estadunidense, reduzida no rumo a uma mera supremacia militar. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 70.9pt; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">O Brasil dos governos Lula e o arco de governos esquerdistas e centro-esquerdistas populares da América Latina atual cumpriram um papel importante de exemplo efetivo de viabilidade de diminuição das desigualdades com pluralismo político-partidário.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 70.9pt; margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">A tarefa agora é generalizar mundialmente o modelo, com a dificuldade adicional da contra-contra-ofensiva dos centros capitalistas dominantes.</span></p>
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		<title>Observatório de Assuntos Estratégicos Almirante Aragão</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Apr 2009 04:39:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Volume 7]]></category>

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		<description><![CDATA[Registrando o momento de avanço das forças progressistas na América Latina, inclusive com a vitoriosa reeleição de Rafael Correa, no Equador, e a eleição de Maurício Funes em El Salvador, o sítio OFFWAR lança o Observatório de Assuntos Estratégicos Almirante Aragão, homenageando as resistências democráticas no Brasil e no mundo contemporâneo. Mais um pequeno ponto de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt; font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman';">Registrando o momento de avanço das forças progressistas na América Latina, inclusive com a vitoriosa reeleição de Rafael Correa, no Equador, e a eleição de Maurício Funes em El Salvador, o sítio OFFWAR lança o <strong><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Observatório de</span></strong> <strong><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Assuntos</span></strong> <strong><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Estratégicos</span></strong> <strong><span style="font-family: &quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Almirante Aragão</span></strong>, homenageando as resistências democráticas no Brasil e no mundo contemporâneo. Mais um pequeno ponto de apoio para o erguimento do Outro Mundo Possível do altermundismo, renovado em Belém, Pará, 2009.Evoé!</span><span style="mso-fareast-font-family: 'Times New Roman';"></span></p>
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		<title>A Reconquista do Oeste</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jan 2009 02:44:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Volume 7]]></category>

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		<description><![CDATA[Retomada da Reforma Agrária no RS impõe derrota ao latifúndio e ao capital globalizado
 
            A retomada da Reforma Agrária na região da campanha rio-grandense em 2008 é muito significativa. Os onze novos assentamentos na região de São Gabriel  e Alegrete representam uma disputa efetiva pelo uso do território na contemporaneidade, além de possuir um simbolismo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><strong>Retomada da Reforma Agrária no RS impõe derrota ao latifúndio e ao capital globalizado</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">            A retomada da Reforma Agrária na região da campanha rio-grandense em 2008 é muito significativa. Os onze novos assentamentos na região de São Gabriel  e Alegrete representam uma disputa efetiva pelo uso do território na contemporaneidade, além de possuir um simbolismo ideológico especial.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">            A aquisição de terras pelo INCRA naquela parte do pampa é a derrota momentânea, mas importante, de dois setores reacionários e anti-democráticos: o latifúndio semi-feudal e o capitalismo globalizado dos “desertos verdes”, as monoculturas de eucalipto das ditas indústrias papeleiras multinacionais. A aliança de ambos na  Metade Sul do RS  era saudada pelas elites dominantes como a alternativa capitalista viável para vencer a estagnação econômica crônica da região e, sobretudo, derrotar na prática as propostas de reforma agrária apresentadas como solução pelos setores democráticos e populares.  A crise capitalista mundial de 2008 atingiu as papeleiras frontalmente e congelou suas expansões programadas. Desse modo, os grandes proprietários de terra, o mais das vezes muito endividados, viram-se na contingência, desgostosa, de vender as terras ao único comprador restante, o instituto de reforma agrária. Agora, mil e quinhentas famílias proletárias receberão lotes agrícolas e créditos para viverem em condições melhores naqueles lugares quase despovoados, mas próximos de rodovias e de reservas de água.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">            É uma vitória momentânea, mas emblemática. A própria mídia capitalista teve de referir a notícia com destaque. Mesmo com as limitações da forma de reforma agrária hoje legalizada no país, tem-se ali um avanço democrático efetivo no território brasileiro.  E os êxitos da aliança existente no Brasil atual entre movimentos sociais democratizantes e governos com viés popular indicam o potencial para outras conquistas dramaticamente necessárias à promoção da igualdade material na sociedade brasileira, reconhecida como uma das menos igualitárias do mundo.</p>
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		<title>O capitalismo periférico mata gente. Reforma Urbana Urgente!</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jan 2009 02:37:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Volume 7]]></category>

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		<description><![CDATA[A classe trabalhadora brasileira tem várias conquistas importantes em sua luta contra a exploração selvagem promovida pelo capitalismo periférico, aqui dominante. Uma que, porém, não foi alcançada é a universalização do acesso à moradia digna. E dificilmente o será sob esse modo social de produção, pois os salários pagos pelos capitalistas brasileiros nunca foram previstos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">A classe trabalhadora brasileira tem várias conquistas importantes em sua luta contra a exploração selvagem promovida pelo capitalismo periférico, aqui dominante. Uma que, porém, não foi alcançada é a universalização do acesso à moradia digna. E dificilmente o será sob esse modo social de produção, pois os salários pagos pelos capitalistas brasileiros nunca foram previstos para efetivamente atender de modo geral aquela necessidade civilizatória. </p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">            De modo que os trabalhadores brasileiros socorrem-se com paliativos. Mas a auto-construção desorientada e as diversas formas de ocupação urbana irregular são, também, toleradas pelo sistema político-econômico como compensação dos pagamentos insuficientes, sequer para a reprodução da força de trabalho.  Isto explica o padrão da expansão urbana no Brasil, uma das maiores e mais rápidas da história mundial. Aqui a regra é a clandestinidade de metade da área construída nas grandes cidades. Ou seja, a maioria da população, na prática, não tem acesso ao mercado urbano formal.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">            A ausência de planejamento territorial e urbano efetivo e a permissividade com as irregularidades ambientais, fundiárias e construtivas são funcionais, portanto, para o capitalismo brasileiro. São soluções falsas, barateadoras da mão-de-obra e realmente perigosas para as pessoas. Por isso, tragédias como a do Vale do Itajaí, no final de 2008, não são apenas anunciadas. São sistemicamente armadas, um genocídio a mais na ficha suja do capitalismo.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">            A indignação justa, humanista e classista, com esta tragédia não pode ater-se ao moralismo solidário. A luta pela Reforma Urbana deve ser redobrada para que pelo menos tais sacrifícios não sejam em vão.</p>
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		</item>
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		<title>O Massacre de Gaza 2009</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jan 2009 02:34:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Volume 7]]></category>

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		<description><![CDATA[Observatório de Relações Internacionais
 
Uma vez mais o Estado de Israel ataca brutalmente as populações árabes vizinhas e internas, em territórios ocupados à revelia do direito internacional. O que diferencia esta atual barbaridade, este crime contra a humanidade, do ataque ao Líbano em 2006, entre outras violências cometidas pelo mesmo ente?
            Naquele ano, a atual crise [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>Observatório de Relações Internacionais</h3>
<p> </p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Uma vez mais o Estado de Israel ataca brutalmente as populações árabes vizinhas e internas, em territórios ocupados à revelia do direito internacional. O que diferencia esta atual barbaridade, este crime contra a humanidade, do ataque ao Líbano em 2006, entre outras violências cometidas pelo mesmo ente?</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">            Naquele ano, a atual crise do capitalismo neoliberal não havia se manifestado com a forma inegável de hoje.  O regime bushista estadunidense mantinha perspectivas de continuação imutável e ameaçava expandir-se contra a Rússia e a China Popular. O Estado de Israel, um elemento da máquina expansionista, avançou então sobre um estado vizinho, alegadamente para combater uma organização local, o partido Hezbolah, um aliado do Irã, a potência regional rival. O ataque israelense fracassou militar e politicamente.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">            Nesta passagem de ano ocidental, o pretexto da potência invasora é similar ao anterior, mas a história mundial imediata é bem outra. A crise do capitalismo agravou-se como não se via desde oitenta anos atrás. Os EUA, locomotiva do capitalismo atual, entra em recessão profunda, com milhões de desempregados, falência de grandes corporações e governo altamente endividado.  É o fim desastroso do bushismo puro.</p>
<p>            Neste quadro, o Estado de Israel mostra-se mais imperialista do que o imperador. Com a bestialidade das feras feridas demonstra na prática a solução clássica dos capitalismos desesperados para crises sistêmicas: destruir fisicamente a classe trabalhadora, outras formas de propriedade e os anseios das massas por direitos sociais básicos. Assim, o massacre atual em Gaza não é uma exceção aberrante. É o padrão do capitalismo em crise. Uma lição trágica ao mundo sobre o custo de manter um sistema social anti-democrático.</p>
<p><span style="font-size: 10pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;"> </p>
<p></span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>2008 Vermelho</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jan 2009 02:31:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Volume 7]]></category>

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		<description><![CDATA[O mundo inclinou-se à esquerda em 2008. Numa homenagem objetiva aos 190 anos de nascimento de Karl Marx, os grandes feitos do ano que se encerra dão razão às teorias próximas do materialismo histórico clássico.
Se o “tsunami” da Indonésia alterou os movimentos do planeta físico, a crise capitalista de 2008 afetou fortemente o planeta humanístico. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-indent: 2cm; text-align: justify;">O mundo inclinou-se à esquerda em 2008. Numa homenagem objetiva aos 190 anos de nascimento de Karl Marx, os grandes feitos do ano que se encerra dão razão às teorias próximas do materialismo histórico clássico.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-indent: 2cm; text-align: justify;">Se o “tsunami” da Indonésia alterou os movimentos do planeta físico, a crise capitalista de 2008 afetou fortemente o planeta humanístico. O modo de produção dominante, apesar de toda a sua adaptabilidade proverbial, não pode evitar o golpe que extinguiu na prática com o modelo neoliberal, sua forma de expressão recente. A queda do muro da Rua do Muro (“Wall Street”) abalou a ideologia capitalista e custou mais caro do que a queda do muro de Berlim.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-indent: 2cm; text-align: justify;">O coração do sistema atual foi atingido. Não se trata de um fenômeno periférico. Uma recessão de caráter sistêmico iniciou-se na própria locomotiva do capitalismo dos últimos sessenta anos, os Estados Unidos da América.</p>
<p style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-indent: 2cm; text-align: justify;">O neoliberalismo já vinha sendo desmoralizado por uma série de eventos recentes, tais como o crescimento econômico da China, ainda formalmente, Comunista; a  resistência dos governos populares da América do Sul, eleitos e reeleitos já há uma década e a derrota da OTAN em seu ataque camuflado à Federação Russa.  Este cenário, sintetizado, obrigou o capitalismo mundial a uma troca de pele custosa, tendo de socorrer-se descaradamente do velho e tão criticado abrigo estatal. A vaca sagrada do mercado livre foi sacrificada sem maiores delongas pelos sacerdotes perjuros da fé na iniciativa privada. A conta do sacrifício, como ocorre em sociedades com dominação de classes, já está sendo repassada aos dominados. Quantias inimagináveis de dinheiro público foram rapidamente jogadas ao abismo da quebradeira dos bancos gigantes nos EUA e na Europa, o que não impediu abalos sísmicos na produção capitalista globalizada.          </p>
<p style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-indent: 2cm; text-align: justify;">Com isso iniciou-se a resistência de massas populares de algum tempo conciliadas. Algumas concessões históricas limitadas tiveram de ser feitas pelo sistema dominante, como a eleição de um presidente estadunidense com as características políticas e sociais de Obama e a estatização de bancos na Grã-Bretanha. O que deve ter produzido um certo sorriso no busto de Karl Marx em Londres.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Observatório de História Contemporânea</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 03:50:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Volume 6]]></category>

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		<description><![CDATA[Alerta Geral! Vem aí a IV Frota Imperial!
O atual presidente estadunidense, George W. Bush, decretou a pouco, em abril de 2008, reativar a IV Frota da Marinha de guerra de seu país, desativada desde a II Guerra Mundial. Um porta-aviões nuclear da classe do Nimitz, com até noventa aviões de caça, aviões-radar e bombardeiros, irá [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Alerta Geral! Vem aí a IV Frota Imperial!</strong></p>
<p>O atual presidente estadunidense, George W. Bush, decretou a pouco, em abril de 2008, reativar a IV Frota da Marinha de guerra de seu país, desativada desde a II Guerra Mundial. Um porta-aviões nuclear da classe do Nimitz, com até noventa aviões de caça, aviões-radar e bombardeiros, irá capitanear a frota, que contará com mais dez navios e submarinos nucleares. Este aparato terrível terá uma missão exclusiva: manter o poder naval estadunidense no entorno de uma região considerada estratégica e sensível para os interesses do Império: A América do Sul e o Caribe.</p>
<p>Lançada logo após o bombardeio de território do Equador (pela Colômbia, com apoio estadunidense) e em seguida às declarações do Equador e do Paraguai de que não permitirão a manutenção de bases estadunidenses em seus territórios, essa notícia preocupante também seguiu-se à divulgação pelo Brasil da descoberta de reservas gigantes de petróleo em sua plataforma marítima, na qual os Estados Unidos não reconhecem de pleno a soberania brasileira.</p>
<p>                            Compreensível, portanto, a reunião chamada pelo governo brasileiro para a formação de uma União de Nações Sul-americanas e a proposta de um Conselho de Defesa Sul-americano. A experiência do México, que no século XIX teve um terço de seu território arrancado pelo vizinho do norte, não permite ingenuidades sequer às burguesias desejosas de manter seus mercados internos. Quanto mais às classes trabalhadoras sul-americanas, que tem já alguma notícia do que acontece com as massas civis quando as burguesias resolvem usar guerras inter-capitalistas para aquecer as economias em reces</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Objetos de Adorno (crítica da indústria cultural e teoria marxista)</title>
		<link>http://offwar.com.br/novo/?p=16</link>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 03:48:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Volume 6]]></category>

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		<description><![CDATA[A Vênus Platinada e o Deserto Verde ou a Dança dos Vampiros
Polanski teria o maior dos espantos se pudesse assistir a essa verdadeira dança dos vampiros. A maior peça do oligopólio brasileiro de mídia, a Vênus Platinada dos trópicos, a Rede Globo de Televisão, une-se, através da publicidade disfarçada em seu novo produto, “A Favorita”, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A Vênus Platinada e o Deserto Verde ou a Dança dos Vampiros</strong></p>
<p>Polanski teria o maior dos espantos se pudesse assistir a essa verdadeira dança dos vampiros. A maior peça do oligopólio brasileiro de mídia, a Vênus Platinada dos trópicos, a Rede Globo de Televisão, une-se, através da publicidade disfarçada em seu novo produto, “A Favorita”, à monocultura de eucaliptos que ataca a América do Sul. Trata-se de um momento de rara harmonia entre os exploradores das massas. A mancomunação no projeto de classe do capitalismo local poucas vezes ficou tão explícita em termos de plasticidade e de indústria cultural. Duas das maiores concentrações anti-democráticas de meios de produção bailando juntas, afinadas no extermínio das diversidades culturais e agro-ecológicas.</p>
<p>Assim, os esforços dos opressores para dominar o imaginário popular vai às alturas. O elogio das lavouras clonadas de eucalipto para produção de descartáveis no exterior, apresentadas como florestas  para angariar simpatias, é compatível com a simplificação esterilizante que a Globo produz na subjetividade brasileira. Os enclaves territoriais totalmente destinados a atender os países centrais do capitalismo ( e nos quais a cidadania não permite este tipo de “indústria suja”), que buscam dominar o tesouro de água doce do Cone Sul, são outras tantas reduções da democracia e do espaço de sustentabilidade social e ambiental na sociedade brasileira dominada pelo capitalismo periférico. Como é sabido, a democracia no capitalismo não passa adentro das empresas. Sejam fábricas de celulose ou de imaginário coletivo.</p>
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