Observatório de História Contemporânea
segunda-feira, 25 de agosto de 2008Alerta Geral! Vem aí a IV Frota Imperial!
O atual presidente estadunidense, George W. Bush, decretou a pouco, em abril de 2008, reativar a IV Frota da Marinha de guerra de seu país, desativada desde a II Guerra Mundial. Um porta-aviões nuclear da classe do Nimitz, com até noventa aviões de caça, aviões-radar e bombardeiros, irá capitanear a frota, que contará com mais dez navios e submarinos nucleares. Este aparato terrível terá uma missão exclusiva: manter o poder naval estadunidense no entorno de uma região considerada estratégica e sensível para os interesses do Império: A América do Sul e o Caribe.
Lançada logo após o bombardeio de território do Equador (pela Colômbia, com apoio estadunidense) e em seguida às declarações do Equador e do Paraguai de que não permitirão a manutenção de bases estadunidenses em seus territórios, essa notícia preocupante também seguiu-se à divulgação pelo Brasil da descoberta de reservas gigantes de petróleo em sua plataforma marítima, na qual os Estados Unidos não reconhecem de pleno a soberania brasileira.
Compreensível, portanto, a reunião chamada pelo governo brasileiro para a formação de uma União de Nações Sul-americanas e a proposta de um Conselho de Defesa Sul-americano. A experiência do México, que no século XIX teve um terço de seu território arrancado pelo vizinho do norte, não permite ingenuidades sequer às burguesias desejosas de manter seus mercados internos. Quanto mais às classes trabalhadoras sul-americanas, que tem já alguma notícia do que acontece com as massas civis quando as burguesias resolvem usar guerras inter-capitalistas para aquecer as economias em reces